No último domingo, 11, durante uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez declarações polêmicas contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), acusando-o de promover um suposto “tesouraço” que afetaria aposentados e a classe trabalhadora.
Lula, que busca reeleição, conversou com a imprensa antes de seu discurso e afirmou: “Vou continuar questionando o meu adversário qual é o ‘tesouraço’ que ele vai fazer. Possivelmente será cortar direito do povo pobre, cortar direito do aposentado.”
Essas acusações foram prontamente contestadas pela campanha de Flávio Bolsonaro, que reafirmou que não pretende retirar benefícios dos brasileiros. O senador, que participa do segundo turno contra Lula, já havia se posicionado contra as inverdades divulgadas pelo petista.
Essa não é a primeira vez que Lula faz afirmações questionáveis. Em uma entrevista à TV Bandeirantes, ele insinuou que Flávio teria como objetivo retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, uma afirmação que foi desmentida pelos entrevistadores da emissora.
Além disso, na última quinta-feira, 8, a historiadora Lilia Schwarcz também foi alvo de críticas por difundir uma fake news sobre Flávio, alegando que ele queria acabar com a gratuidade do Pix. Essa afirmação também foi desmentida publicamente.
As declarações de Schwarcz, que é professora na Universidade de São Paulo (USP) e membro da Academia Brasileira de Letras, geraram reações negativas até mesmo entre políticos da esquerda. O ex-deputado federal Roberto Freire, por exemplo, reagiu com desdém: “Que bobagem”, disse ele.
O contexto dessas declarações ocorre em meio a uma acirrada disputa eleitoral, onde Flávio Bolsonaro saiu na frente no primeiro turno com 47% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45%. A expectativa é que o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, traga novas reviravoltas nas campanhas.
Fonte: Revista Oeste.









