O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, anunciou que se afastará de suas funções a partir de segunda-feira, 12 de outubro, para dedicar-se totalmente à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. A decisão acontece em um momento de reestruturação da estratégia de campanha.
A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e o afastamento deverá ser formalizado no Diário Oficial da União. Sidônio já atuou como marqueteiro de Lula durante a eleição de 2022, quando o presidente derrotou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro obteve 56.104.503 votos, representando 47,03% do total, enquanto Lula conquistou 53.879.538 votos, com 45,16%. Nos últimos dias, o presidente reuniu coordenadores e aliados para discutir os próximos passos na campanha.
O presidente do PT, Edinho Silva, permanece à frente da coordenação da campanha, com a colaboração do senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, e Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí, que agora também integra a equipe.
Na quarta-feira, 7 de outubro, Lula gravou sua primeira “selfie” após receber críticas de aliados e da militância por sua ausência nas redes sociais e falta de interação via celular. No mesmo dia, a campanha do PT enfrentou um mal-estar interno quando a ex-senadora Kátia Abreu (PT-GO) sugeriu que deveria haver “menos Janja e mais Alckmin” na estratégia para o segundo turno.
A declaração de Kátia gerou aplausos entre os presentes na reunião, mas a primeira-dama, Janja, respondeu afirmando que não se afastará da campanha, garantindo que sua participação é respaldada por Lula. “Independente do que digam, Janja seguirá na campanha. Seu papel é legítimo e sempre apoiado pelo presidente Lula”, destacou a assessoria da primeira-dama em comunicado enviado à imprensa.
Fonte: Gazeta Do Povo.









