O jornalista Marlon Reguelin explora a figura do diabo na Bíblia e sua conexão com a política brasileira, especialmente em tempos de eleição. Ele destaca a famosa frase da ex-presidente Dilma Rousseff, que em 2013 proclamou: “nós podemos fazer o diabo” durante as campanhas eleitorais.
Com as eleições de 2026 se aproximando, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma série de medidas populares, como o reajuste do Bolsa Família e a proibição das apostas online. Isso levanta questionamentos sobre a sinceridade dessas ações diante do cenário eleitoral.
Reguelin enfatiza que a Escritura não apresenta o diabo como um mero personagem folclórico, mas sim como uma entidade real, que opera por meio de enganos e mentiras. Ele menciona que, ao longo da história, o diabo tem se disfarçado como um agente de luz, oferecendo soluções rápidas e aparentemente benéficas, mas que podem esconder armadilhas.
O autor ressalta que a frase de Dilma Rousseff, embora proferida em um contexto específico, se tornou um símbolo da tentação de manipular o Estado em função do calendário eleitoral. A cada nova eleição, essa retórica é repetida e ressurge com novas promessas.
Recentemente, o governo Lula apresentou um pacote de medidas, incluindo um aumento de 15% no Bolsa Família e promessas de medicamentos gratuitos. No entanto, essas iniciativas surgem em um momento crítico, levantando dúvidas sobre a real intenção por trás delas.
Além disso, a proibição das apostas online, que gera bilhões em arrecadação, foi vista como uma medida eleitoreira, com Flávio Bolsonaro, adversário de Lula, criticando a ação como hipócrita. O governo também anunciou outras promessas, como a aceitação do voto como prova de vida para aposentados, mas a acumulação de benefícios em um curto espaço de tempo gera desconfiança.
Reguelin aponta que a mentira e o engano são ferramentas que, embora funcionem em algumas circunstâncias, podem levar os eleitores a questionar a validade das promessas feitas em períodos eleitorais. Ele conclui que, ao se deparar com ofertas que parecem boas demais para ser verdade, é essencial que o eleitor reflita sobre as motivações por trás dessas propostas e suas implicações futuras.
Em suma, a figura do diabo, conforme descrita na Bíblia, serve como um alerta para os eleitores, que devem discernir se as promessas feitas em tempos de campanha realmente visam o bem comum ou apenas interesses políticos momentâneos.
Fonte: Revista Oeste.










