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Ana Elisa nega posts sobre fechamento de igrejas e acusa Nikolas Ferreira de fake news

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A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) negou a autoria de uma postagem que defendia o fechamento de igrejas, a qual foi atribuída a ela e compartilhada pelo deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) no dia 8 de outubro. Ana Elisa classificou a publicação como uma montagem e afirmou que tomará providências legais a respeito.

Embora tenha se distanciado da mensagem específica, a deputada reconheceu que algumas postagens antigas, que circularam recentemente nas redes sociais, foram criticadas por suposta intolerância religiosa. Em nota, a equipe de Ana Elisa declarou que a postagem atribuída a ela é falsa e que não há registro dela em sua conta oficial. “Ana nunca escreveu isso, e nunca defendeu o fechamento de igrejas”, afirmou o comunicado, que anunciou a intenção de solicitar uma perícia para comprovar a falsificação.

A deputada também se desculpou por suas antigas publicações, embora não tenha especificado quais mensagens geraram a retratação. Segundo sua equipe, a maioria dos textos foi escrita quando Ana Elisa tinha apenas 17 anos e está sendo tirada de contexto. “Ela assume suas palavras, pede desculpas a quem se sentiu ofendido, mas é importante destacar que, aos 21 anos, já não pensa da mesma forma. Ana é católica praticante e defende a liberdade religiosa, o Estado laico e a democracia”, completou a nota.

Após a repercussão negativa, Ana Elisa decidiu desativar sua conta no X (antigo Twitter) e relatou ter recebido ameaças de morte e violência sexual. “Estávamos recebendo ameaças a cada dois minutos, tanto de morte quanto de estupro”, disse em um vídeo nas redes sociais.

A equipe da deputada também criticou a utilização de publicações feitas durante a adolescência em disputas políticas, ressaltando que a Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garantem a proteção da dignidade e imagem de menores. Ana Elisa continua a afirmar que a postagem em questão, datada de outubro de 2022, foi adulterada, e espera a comprovação pericial para validar sua defesa.

Fonte: Revista Oeste.