Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato e candidato ao Senado pelo Paraná, demonstrou forte emoção em um vídeo publicado em suas redes sociais, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiar o julgamento de sua candidatura. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Deltan obteve 2.904.594 votos, mas ainda aguarda uma decisão definitiva da Corte para assumir o cargo.
No vídeo, Dallagnol expressou confiança na sua vitória, independente do resultado do processo judicial. Ele fez referência a Deus e à Bíblia, ressaltando que, para ele, a votação já representou uma conquista política. “Deltan, e tua eleição vai valer? Ela já valeu”, afirmou. O ex-procurador acrescentou: “Vamos lutar até o fim juntos. Deus nos dará a vitória, de um jeito ou de outro.”
Deltan também criticou a decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, que suspendeu seus atos de campanha e favoreceu a deputada federal Gleisi Hoffmann, concorrente que terminou em quarto lugar na disputa pelo Senado. Ele alegou que essa medida foi uma forma de censura.
O TSE adiou a análise do caso na quinta-feira, 8, e ainda não divulgou uma nova data para o julgamento. A discussão gira em torno da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, que havia autorizado sua candidatura por margem apertada de quatro votos a três.
Na véspera da eleição, o ministro Floriano indeferiu o registro da candidatura, mas no dia da votação, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos dessa decisão, permitindo que os votos de Deltan fossem contabilizados até que o plenário decida sobre o caso.
O recurso contra sua candidatura foi apresentado por adversários políticos, que questionam sua elegibilidade devido à sua saída do Ministério Público Federal em 2021, quando havia procedimentos em andamento. Em 2023, o TSE anulou seu mandato de deputado federal, considerando que sua exoneração ocorreu para evitar a aplicação da Lei da Ficha Limpa.
A Procuradoria-Geral Eleitoral, por sua vez, defendeu a manutenção do registro de Deltan em parecer apresentado antes da eleição. Caso o TSE decida pela rejeição definitiva da candidatura, os votos poderão ser anulados, levando à convocação de uma nova eleição para a vaga no Senado.
Fonte: Revista Oeste.









