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Pastor protestante é detido na China por atividades religiosas não autorizadas

Bandeira da China acenando em um mastro em um ceu azul Foto Canva Pro
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O pastor protestante An Yankui foi detido em sua residência na China, acusado de “organizar atividades religiosas ilegais”. A prisão ocorreu na manhã de terça-feira da semana passada, em Taiyuan, e faz parte de uma crescente repressão às igrejas não registradas no país.

Agentes do Departamento de Segurança Pública apresentaram um boletim de ocorrência que, segundo informações do grupo de defesa dos direitos humanos International Christian Concern, cita o Artigo 96 da Lei de Punições da Administração da Segurança Pública. Este artigo exige que a polícia informe o motivo e a base legal para a convocação de um indivíduo.

An Yankui é líder da Igreja Reformada de Taiyuan Xuncheng, uma congregação protestante que opera fora das diretrizes do Movimento Patriótico das Três Autonomias, a única organização protestante autorizada pelo governo. O pastor já havia sido detido anteriormente, em 2020, e enfrentou outras prisões sob diferentes alegações, incluindo a de ter fornecido informações falsas para viajar ao exterior.

As autoridades não têm se mostrado complacentes com as igrejas não registradas. Em 16 de setembro, uma outra igreja, a Igreja Guangfu em Guangzhou, teve materiais bíblicos confiscados e seus membros foram acusados de “promover um culto”.

Ezra Jin, um pastor que foi recentemente libertado, afirmou que mais de 150 líderes religiosos continuam presos na China. Ele destacou que a situação de outros pastores, incluindo oito de sua própria igreja, se agravou desde sua soltura. Jin, que participou da Conferência Global sobre Liberdade Religiosa, pediu a Xi Jinping que cesse a perseguição aos cristãos.

A repressão se intensificou desde 2018, quando a polícia começou a intervir em várias congregações, resultando em detenções em massa. Em uma ação recente, a polícia prendeu 18 membros da rede de igrejas Zion, acusando-os de “uso ilegal de redes de informação” em atividades de discipulado realizadas virtualmente.

O fundador da ChinaAid, Bob Fu, denunciou a falta de transparência nas detenções e pediu que as autoridades informem sobre a situação dos detidos e permitam acesso a advogados independentes. Ele alertou que essas detenções fazem parte de uma campanha maior contra as igrejas urbanas mais influentes do país.

Fonte: Folha Gospel.