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Sentimentos de saudade de casa mesmo em casa: uma reflexão sobre pertencimento

homesick in own home
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Para muitos, a sensação de estar em casa é um conceito fluido e, por vezes, confuso. Eric McLaughlin, um missionário americano que vive em Burundi, compartilha suas experiências sobre o sentimento de saudade de casa, mesmo quando está em seu próprio lar.

Ao retornar ao Quênia, onde sua família viveu anos atrás, McLaughlin descreve a experiência como um reencontro. Apesar de ser americano, o país africano evoca memórias que o fazem sentir-se acolhido. Ele relembra momentos divertidos, como a condução por ruas onde os nomes das empresas jogam com o inglês, tudo isso contribuindo para a sensação de lar.

No entanto, essa sensação de pertencimento não foi instantânea. Quando McLaughlin se mudou para o Quênia em 2009, ele se sentia completamente deslocado. Com o tempo, no entanto, essa percepção mudou, levantando a questão de como a distância pode intensificar a conexão com um lugar.

Além disso, sua experiência profissional como missionário o fez entender que essa sensação de lar pode ser vivenciada em diversos locais ao redor do mundo. Contudo, isso também trouxe um certo distanciamento em relação aos Estados Unidos, onde ele percebe um ambiente social mais solitário e polarizado.

McLaughlin comenta que, ao retornar aos EUA, é comum que amigos compartilhem suas próprias lutas com a solidão e a desconexão. Estudos apontam que a solidão aumentou significativamente nos últimos 20 anos, com muitas pessoas relatando a sensação de não pertencimento, tanto em suas comunidades quanto em seus ambientes de trabalho.

Essa falta de pertencimento é uma experiência compartilhada por muitos, incluindo aqueles que nunca deixaram seu país, mas que sentem que o contexto ao seu redor mudou. A reflexão sobre a saudade de casa leva McLaughlin a questionar o que realmente significa ter um lar, uma ideia que ele conecta à espiritualidade.

Ele cita C. S. Lewis, que afirmou que desejos insaciáveis podem indicar que fomos feitos para um mundo diferente. Para McLaughlin, a verdadeira essência do lar é a proximidade com Deus, um conceito que se torna mais claro em momentos de reconexão com amigos e em experiências compartilhadas.

O autor conclui que, embora a vida atual possa parecer desconectada, existe uma promessa de um lar eterno, onde todos são bem-vindos. Com essa esperança, ele nos convida a olhar para o futuro, lembrando que a verdadeira alegria ainda está por vir.

Fonte: Christianity Today.