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Eleições 2026: Resultados Surpreendentes e Derrotas para Candidatos Evangélicos

Urna eletronica Foto Reproducao
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As eleições de 2026 trouxeram resultados inesperados e derrotas para muitos candidatos vinculados a grandes igrejas evangélicas no Brasil. Apesar de alguns nomes tradicionais terem garantido reeleições, muitos aspirantes apoiados por denominações como Assembleia de Deus, Igreja Universal e Igreja Quadrangular não conseguiram se destacar nas urnas.

Um estudo do Metrópoles destacou que o fenômeno da “onda bolsonarista” impactou negativamente a performance de candidatos historicamente associados a essas instituições religiosas. Na Assembleia de Deus do Brás, por exemplo, a expectativa de eleger quatro deputados em São Paulo não se concretizou. O deputado federal Cezinha de Madureira (PL) foi o mais votado, mas terminou como segundo suplente com 60.596 votos, enquanto Oseias de Madureira ficou fora do Legislativo estadual com 42.223 votos.

Entre os filhos do pastor R.R. Soares, todos que buscavam reeleição não conseguiram novos mandatos. David R.R. Soares, por exemplo, terminou em décimo lugar na lista do Podemos em São Paulo. No Rio de Janeiro, seus irmãos também enfrentaram dificuldades, com Felipe R.R. Soares e Marcos R.R. Soares terminando como suplentes.

Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio e bispo da Igreja Universal, também não obteve sucesso em sua candidatura ao Senado, recebendo 539.598 votos. Em contrapartida, a Universal conseguiu manter um espaço no Legislativo paulista com a reeleição de Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos.

A Igreja do Evangelho Quadrangular enfrentou desafios semelhantes, com seus candidatos em Minas Gerais não conseguindo vagas titulares. Em São Paulo, Lucas Flores e Suéli Gonçalves, que concorriam à Assembleia Legislativa, terminaram como suplentes.

Por outro lado, a Assembleia de Deus apresentou um panorama misto, com alguns candidatos sendo eleitos, enquanto outros não conseguiram vagas. Alex Madureira, por exemplo, foi reeleito com 122.704 votos, um aumento significativo em relação às eleições anteriores.

A diversidade de resultados entre os ministérios da Assembleia de Deus evidencia que o eleitorado evangélico não necessariamente se alinha às estratégias eleitorais das grandes denominações. Isso sugere uma complexidade crescente na relação entre a política e as igrejas, onde a influência institucional ainda é relevante, mas enfrenta um eleitorado mais crítico e independente.

Com informações do Metrópoles e Fuxico Gospel.

Fonte: Folha Gospel.