O presidente do partido Novo, Eduardo Ribeiro, anunciou nesta quarta-feira, 7, que a legenda decidiu apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. Durante uma entrevista ao programa Oeste sem Filtro, Ribeiro enfatizou a necessidade de “união total” em torno da candidatura de Flávio para vencer o PT nas urnas.
O Novo se comprometeu a mobilizar seus parlamentares e lideranças a favor de Flávio, e Ribeiro mencionou a possibilidade de integrar um futuro governo se Flávio demonstrar interesse, embora tenha ressaltado que não houve negociações de cargos durante as discussões sobre o apoio. Essa nova postura do partido representa uma mudança significativa, já que, até então, o Novo era avesso a integrar governos de outras siglas.
Além de anunciar apoio a Flávio, Ribeiro destacou o crescimento da bancada federal do Novo, que elegeu dez deputados — o dobro da representação anterior — e três senadores. Segundo ele, esse aumento será crucial para a aprovação de reformas que exigem emendas constitucionais.
A oficialização do apoio ocorreu após uma reunião entre a cúpula do Novo e Flávio Bolsonaro em Brasília. Na véspera, Romeu Zema, candidato do partido à presidência no primeiro turno, também havia declarado seu respaldo ao candidato do PL.
Ribeiro também comemorou a vitória de Lahezio Bonfim para o Senado no Maranhão e atribuiu esse sucesso à trajetória política do candidato e à sua habilidade de se comunicar com os eleitores. Bonfim, que já foi prefeito de São Pedro dos Crentes e disputou o governo do Maranhão em 2022, se uniu a Eduardo Braide, que foi eleito governador, optando por não concorrer novamente ao Executivo estadual.
Essa eleição marca uma mudança na presença do Novo em diferentes regiões do Brasil, que historicamente era mais forte no Sul e no Sudeste. Ribeiro citou a conquista de um deputado federal em Pernambuco e representantes estaduais no Acre e em Rondônia como exemplos dessa expansão.
Ele acredita que o avanço do partido está ligado ao crescimento econômico de áreas relacionadas ao agronegócio e à capacidade dos candidatos de apresentar propostas liberais e conservadoras a novos públicos.
Fonte: Revista Oeste.










