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Eduardo Paes afasta rótulo de ‘vassalo’ de Lula em campanha no Rio

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O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), fez questão de esclarecer que não existe mal-estar entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, durante sua campanha para o segundo turno, Paes adotou uma postura de distanciamento em relação ao PT.

Em uma visita à Rocinha, nesta quarta-feira, 7, Paes reafirmou seu apoio ao presidente, embora tenha destacado que não concorda com todas as suas posições. Ele também reconheceu que uma parte de seus eleitores não vota em Lula.

“Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula”, declarou Paes. “Entretanto, existem pessoas que votam em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse: eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula”, completou.

Eduardo Paes ainda mencionou que conversou com Lula na noite de terça-feira, 6, e negou qualquer desentendimento entre eles. Segundo o candidato, há “intrigueiro” e “ciúme” no círculo próximo ao presidente.

“Eu falei ontem à noite com o presidente Lula”, afirmou. “Tem intrigueiro, tem ciúme. Eu também gostaria que todos que votaram no Lula votassem em mim”, disse.

A campanha de Paes busca evitar um foco excessivo em temas nacionais na disputa contra Douglas Ruas (PL), o que tem gerado desconforto entre os petistas, especialmente porque Lula terminou o primeiro turno em desvantagem no Estado.

Na primeira etapa da eleição, Paes obteve 42,76% dos votos válidos, totalizando 3.706.984 votos, enquanto Ruas liderou com 49,27%, ou 4.271.199 votos.

Além do cenário eleitoral para o governo, o PL também se destacou nas demais disputas no Rio, conquistando duas vagas no Senado com Carlos Portinho e Carlos Jordy. Benedita da Silva (PT) ficou em terceiro, com 3,2 milhões de votos. Na Câmara dos Deputados, o PL elegeu 15 parlamentares, enquanto o PT ficou com seis das 46 cadeiras.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) terá a maioria composta pelo PL, que conquistou 21 das 70 cadeiras, com Índia Armelau (PL) recebendo a maior votação para deputado estadual, com 248.504 votos. O PT elegeu nove parlamentares, representando menos de 13% do total.

Fonte: Revista Oeste.