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Apenas um petista envolvido em escândalos retorna à Câmara; outros três ficam como suplentes

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O Partido dos Trabalhadores (PT) conseguiu eleger apenas um dos quatro ex-membros envolvidos nos escândalos do Mensalão e da Lava Jato que tentaram retornar ao Congresso Nacional. João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara, obteve 109.548 votos e foi eleito deputado federal pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV).

Os outros três candidatos, José Dirceu (PT-SP), Delúbio Soares (PT-GO) e André Vargas (PT-PR), não conseguiram se eleger e ficaram como suplentes. Todos eles foram figuras centrais em episódios de corrupção que marcaram os mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva e da ex-presidente Dilma Rousseff.

A candidatura de Cunha foi impulsionada pelo apoio de Lula, que buscava fortalecer a bancada petista no Congresso. Cunha, um político proeminente do PT, havia sido condenado pelo STF por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, mas após cumprir pena, recebeu um indulto natalino em 2016.

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, obteve 78.450 votos e ficou como sexto suplente. Ele foi um dos principais articuladores dos governos de Lula e teve seu nome associado ao Mensalão, sendo condenado a quase oito anos de prisão. Dirceu foi preso novamente em 2015, no âmbito da Lava Jato, mas suas condenações foram anuladas em 2024.

Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, ficou com 14.218 votos e também foi eleito suplente. Ele foi condenado a mais de seis anos de prisão no Mensalão e envolvido em investigações da Lava Jato, mas, assim como Dirceu, teve suas condenações anuladas em 2023.

André Vargas, ex-1º vice-presidente da Câmara, recebeu 34.619 votos e ficou como suplente. Ele foi cassado em 2014 devido a sua ligação com o doleiro Alberto Youssef e posteriormente condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Após a anulação de suas condenações, Vargas voltou a se candidatar, defendendo um retorno à política para fortalecer a esquerda no Congresso.

Com a eleição, Cunha expressou sua intenção de ajudar o governo de Lula a enfrentar os desafios do país. “Se eu puder ajudar o Lula a governar, fortalecer nossa região e melhorar a vida da população, estarei presente”, afirmou.

Fonte: Gazeta Do Povo.