O presidente do partido Missão, Renan Santos, declarou nesta segunda-feira, 5, que a legenda não se empenhará em uma “oposição aguerrida” a um possível governo de Flávio Bolsonaro (PL). A afirmação foi feita um dia após o ex-candidato à presidência optar por não apoiar nenhum dos finalistas do segundo turno.
Renan, que ficou em quarto lugar na disputa presidencial, contabilizando 2.675.887 votos, ou 2,24% dos votos válidos, mencionou que os membros do Missão terão liberdade para decidir sua posição na segunda fase das eleições.
Essa nova postura de Renan representa uma mudança em relação ao seu tom durante a campanha. Em setembro, ele havia afirmado que não se uniria ao grupo político do senador Flávio Bolsonaro, descartando qualquer apoio.
Ao justificar sua posição em relação a um eventual governo de Flávio, Renan destacou o desempenho do PL nas eleições legislativas, onde o partido elegeu 121 deputados federais e 19 senadores. Com os senadores que já estão em mandato, o PL terá 28 representantes no Senado a partir de 2027.
Renan ressaltou que o tamanho da bancada do PL deve influenciar na relação entre o partido e um possível governo, e que uma oposição mais severa poderia resultar em conflitos políticos indesejados para os integrantes do Missão.
Além disso, Renan reconheceu a relevância do bolsonarismo na direita brasileira, afirmando: “Não existe direita sem Bolsonaro”.
Após o primeiro turno, o Missão elegeu dois representantes entre os 521 candidatos da legenda: Kim Kataguiri, que conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados em São Paulo, com 520.071 votos, e Rafa Minato, eleito deputado estadual com 185.582 votos.
A declaração de Renan surge em um momento em que Lula e Flávio disputam o segundo turno, com o presidente encerrando a primeira fase com 45,16% dos votos válidos, em comparação aos 47,03% do senador. A votação final está marcada para 25 de outubro.
Fonte: Revista Oeste.










