A campanha de desinformação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gerou um impacto significativo nas redes sociais, acumulando quase 1 milhão de postagens em apenas 55 horas. Um levantamento realizado pelo Instituto Democracia em Xeque, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, revelou que foram contabilizadas 977,6 mil publicações sobre o assunto, tornando-se assim o terceiro maior mobilizador do debate político na internet em 2026.
As mensagens falsas provocaram 8,5 milhões de interações nas diversas plataformas digitais. O boato em questão reviveu um projeto de lei arquivado em 2008, que foi utilizado para acusar o parlamentar de ter planos para retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A onda de ataques começou na noite de quarta-feira, 23, impulsionada pelo influenciador Jeferson Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”.
No canal fechado GloboNews, uma comentarista sugeriu que a Igreja Católica teria se manifestado sobre o caso, o que ajudou a propagar ainda mais o boato. A emissora se desculpou publicamente algumas horas depois pela transmissão equivocada durante o programa Em Pauta.
Além disso, o coordenador-geral da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), George Marques, incentivou a continuidade dos disparos de desinformação mesmo após o pedido de desculpas da GloboNews. Em uma mensagem no X, ele aconselhou a não divulgar a retratação e a deixar o assunto em evidência. A defesa de Flávio Bolsonaro solicitou a prisão preventiva de Marques ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em resposta à situação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a remoção imediata de todas as postagens falsas. Essa decisão gerou reações de perfis alinhados ao governo, que passaram a acusar o tribunal de censura para manter o tema em destaque nas plataformas digitais.
Fonte: Revista Oeste.









