A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) intensificou suas cobranças ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, solicitando esclarecimentos sobre a atuação da cúpula da Polícia Federal (PF) nos casos envolvendo o Banco Master e o INSS.
Em novos requerimentos apresentados na Câmara, Ventura pede informações sobre a participação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em um evento realizado em Londres, patrocinado pelo Banco Master, além de questionar a transferência do delegado responsável pela Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios previdenciários.
Os novos pedidos complementam solicitações anteriores, nas quais a deputada argumentou que as respostas recebidas não abordaram questões essenciais. Agora, ela solicita documentos, datas e identificação das autoridades envolvidas nas decisões.
Em relação à viagem a Londres, o requerimento busca esclarecer quem custeou as despesas dos agentes públicos que participaram do evento, realizado entre 24 e 26 de abril de 2024. A documentação anterior do Ministério da Justiça indicou que a viagem foi autorizada com “ônus limitado”, mas Ventura quer detalhes sobre como foram cobertos os gastos não pagos pela União e quem tinha conhecimento sobre isso.
“Um dirigente da Polícia Federal não pode ter viagem custeada por alguém que a própria PF investiga”, afirmou a deputada, enfatizando a necessidade de transparência sobre o assunto.
A segunda parte dos requerimentos se concentra na mudança do delegado que investigava as fraudes do INSS. Ventura já havia feito 12 perguntas sobre essa transferência, mas a PF respondeu de forma genérica, classificando a ação como uma “reorganização administrativa” sem fornecer detalhes concretos.
“Chamar de ‘reorganização administrativa’ não é resposta”, criticou Ventura, que exige a apresentação de atos formais e detalhes sobre a decisão, incluindo as autoridades envolvidas.
A deputada também questionou se houve comunicação da Presidência da República ou do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) sobre a permanência do delegado e pediu informações sobre a redistribuição de inquéritos que estavam sob sua responsabilidade.
“O silêncio sobre comunicações externas nesse tipo de investigação é algo que o Congresso não pode ignorar”, concluiu Adriana Ventura.
Fonte: Revista Oeste.









