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Planilha revela repasse de R$ 1 milhão a ex-cunhado de Gilmar Mendes no Caso Master

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Investigadores do Caso Master encontraram uma planilha no celular do empresário e pastor Fabiano Zettel, que lista pagamentos pendentes. Entre os registros, destaca-se um repasse de R$ 1 milhão destinado a Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

Zettel é identificado pela Polícia Federal como operador financeiro de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro que recebeu orientações de Feitosa para se aproximar de Gilmar Mendes. Em uma mensagem enviada a Vorcaro em 10 de janeiro de 2025, Zettel incluiu o identificador “FA (Chiquinho)” ao lado do valor de R$ 1 milhão, referente aos meses de dezembro e janeiro.

Na mesma época, Chiquinho Feitosa, que já ocupou cargos como senador e deputado federal, atuava como sócio-administrador de empresas no setor imobiliário e de consultoria. Vale lembrar que o relacionamento familiar entre Feitosa e Mendes foi encerrado em novembro de 2025, quando o ministro se divorciou de Guiomar Feitosa, irmã de Chiquinho.

Feitosa foi fundamental para aproximar Vorcaro de Gilmar Mendes. Em abril de 2024, ele aconselhou Vorcaro a estabelecer uma conexão direta com o ministro, que chamou de “pessoa importante para o futuro”. “Você tem que começar uma relação direta com ele! É importante para o futuro!”, enfatizou Feitosa em mensagem enviada ao ex-banqueiro.

De acordo com o gabinete de Gilmar Mendes, o ministro se reuniu com Vorcaro em 11 de abril de 2024, para discutir um processo envolvendo a Destilaria Alcídia. O caso tratava de uma indenização por prejuízos relacionados à política de controle de preços do governo na década de 1980, com valores estimados entre R$ 350 milhões e R$ 500 milhões. Gilmar, porém, votou contra a destilaria, que acabou vencendo o julgamento em outubro de 2024.

A planilha de Zettel também registra outras despesas, como R$ 1,7 milhão em impostos atrasados e R$ 1,5 milhão que seriam destinados a “Bellini”, referência à ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, Belline Santana.

No último dia 17, Feitosa confirmou ao jornal O Globo que manteve um contrato de curto prazo com a Super Empreendimentos, empresa vinculada ao Caso Master, mas não forneceu detalhes sobre a duração ou o valor do contrato. Informações da Folha de S.Paulo indicam que o pagamento seria de R$ 500 mil mensais.

Fonte: Revista Oeste.

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