O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo, 20 de setembro de 2026, rumo a Nova York para participar da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula fará seu discurso na abertura do debate geral, programado para terça-feira, 22, quando o Brasil, tradicionalmente, é o primeiro país a se pronunciar.
Após o discurso de Lula, está previsto que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faça sua fala, o que levanta expectativas sobre um possível encontro informal entre os dois líderes nos corredores da ONU.
De acordo com o governo brasileiro, Lula recebeu cerca de 30 solicitações para reuniões bilaterais com chefes de Estado, mas atenderá apenas a algumas delas devido à sua agenda e às medidas de segurança do evento. Entre os encontros agendados, está um com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e uma breve reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres.
No dia seguinte, 21 de setembro, o presidente dedicará seu tempo à revisão do discurso e a compromissos bilaterais. Após sua participação na Assembleia, Lula retornará ao Brasil, enquanto o chanceler Mauro Vieira permanecerá em Nova York para representar o país em outras atividades.
O discurso de Lula deve abordar temas como soberania, democracia, multilateralismo, reforma do Conselho de Segurança da ONU e questões ambientais. O presidente pretende enviar mensagens sutis a outros governos sobre a importância da soberania e da democracia, evitando confrontos diretos, especialmente com os Estados Unidos.
Além disso, o presidente brasileiro é um defensor da reforma do Conselho de Segurança da ONU, que atualmente conta com cinco membros permanentes com poder de veto: Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França. Lula defende a inclusão de países como Brasil, Alemanha, Japão e África do Sul como novos membros permanentes.
A 81ª sessão da Assembleia Geral, presidida pelo chanceler de Bangladesh, Khalilur Rahman, teve início em 8 de setembro e tem como tema central “Restaurando a confiança, administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos”.
Fonte: Revista Oeste.









