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Milton Leite continua foragido; polícia apreende quase R$ 800 mil com ex-assessor em Sorocaba

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A Polícia Civil apreendeu, na manhã de 18 de setembro de 2026, R$ 287 mil e US$ 89 mil em uma residência de um ex-assessor de Milton Leite (União Brasil) em Sorocaba, interior de São Paulo. O valor total, que equivale a cerca de R$ 800 mil, foi encontrado durante buscas em busca do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, que está foragido desde a Operação Vectura Corrupta.

Até o momento, os policiais não conseguiram localizar o ex-vereador no endereço do antigo funcionário. Milton Leite completou 24 horas como foragido após a deflagração da operação, que visa investigar fraudes e lavagem de dinheiro no transporte público.

No dia anterior, Leite havia divulgado um áudio prometendo se apresentar às autoridades, além de negar qualquer relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). “Nego veementemente todas as afirmações que se tornaram públicas”, disse o político. “Vou colaborar com a Justiça em todos os aspectos, não conheço quem quer que seja do PCC e vou me apresentar pois não tenho nada a esconder”, afirmou.

A Operação Vectura Corrupta, que envolve o Ministério Público e a Polícia Civil, busca desarticular esquemas criminosos que atuam no setor de transporte público, com foco em lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Entre os alvos da operação estão figuras influentes, como o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, e o diretor da A2 Transportes, Júlio Salvador Filho, ambos presos na última quinta-feira.

As defesas dos envolvidos negaram as acusações desde o primeiro dia da operação. A direção da A2 Transportes afirmou que não há práticas criminosas em suas operações e que o uso de dinheiro ilícito é inverídico. O escritório de advocacia que defende Levi dos Santos também expressou surpresa com a prisão e ressaltou o histórico técnico do ex-presidente da SPTrans.

Em resposta aos desdobramentos da operação, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou a criação de uma força-tarefa para avaliar a intervenção na A2 Transportes. O grupo especial reunirá representantes da Procuradoria-Geral, Controladoria-Geral, SPTrans e Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, com o objetivo de promover uma auditoria rigorosa dos contratos e possíveis vínculos da empresa com a investigação. A administração municipal garantiu que o transporte público continuará a operar normalmente e lembrou das intervenções realizadas em outras empresas do setor em anos anteriores.

Fonte: Revista Oeste.

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