Nas eleições de 2026, a Região Norte do Brasil se destaca pela quantidade de candidatos ao Senado que manifestam apoio à abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A maioria deles pertence a partidos de direita e centro, mas até mesmo alguns candidatos de esquerda admitem a possibilidade de destituição, embora foquem em propostas de reforma no Judiciário, como a limitação do mandato dos magistrados.
Um levantamento realizado pela Gazeta do Povo revelou que, diferentemente do Nordeste, a Região Norte apresenta uma forte tendência em favor do impeachment de ministros do STF. Muitos concorrentes reconhecem a importância de discutir o tema para restabelecer o equilíbrio entre os Poderes.
No Amapá, no entanto, candidatos como Rayssa Furlan (Podemos) e Randolfe Rodrigues (PT) não se manifestaram sobre o impeachment, optando por priorizar questões de desenvolvimento do estado nesta campanha.
Entre os candidatos acreanos, Márcio Bittar (PL) é um dos defensores mais vocais do impeachment, especialmente em relação ao ministro Alexandre de Moraes, criticando as condenações referentes aos eventos de 8 de janeiro de 2023. Eduardo Velloso (Solidariedade) e Júnior Feitosa (DC) também se mostraram favoráveis ao impeachment, enquanto Mara Rocha (Republicanos) argumentou a favor de limites para o poder do STF.
No Amazonas, o Capitão Alberto Neto (PL) e Plínio Valério (PSDB) defendem o impeachment, com Valério enfatizando a necessidade de respeitar os limites constitucionais. Wilson Lima (União) também se posicionou a favor do afastamento de ministros em casos de crime.
Em Rondônia, Bruno Scheid Bolsonaro (PL) e Mariana Carvalho (Republicanos) manifestaram apoio ao impeachment, enquanto Neidinha Suruí (PSB) destacou a importância do devido processo legal. No Tocantins, Coronel Nilton Santos (Novo) defendeu o impeachment em caso de descumprimento das leis.
A discussão sobre o impeachment de ministros do STF está ocupando um espaço central nas campanhas eleitorais para o Senado na Região Norte, refletindo um movimento mais amplo que busca questionar a atuação do Judiciário.
Fonte: Gazeta Do Povo.










