No último dia 16, Dário de Moura, candidato a deputado federal pelo PSOL em Minas Gerais, atraiu a atenção em Belo Horizonte ao levar um pé de maconha para a Praça Sete. A ação visava promover a regulamentação do uso medicinal da cannabis e o cultivo doméstico da planta.
Durante a atividade, Dário foi abordado por policiais militares. Ele apresentou uma decisão judicial que autorizava o cultivo de cannabis, informando que o pé de maconha pertencia a um indivíduo que possui permissão legal para o cultivo medicinal. O proprietário e seu advogado estavam presentes no local.
Apesar da documentação apresentada, a Polícia Militar decidiu recolher a planta e registrar uma ocorrência, alegando que a decisão judicial não permitia a exposição pública do exemplar. O candidato não foi detido, e a corporação fez questão de esclarecer que a autorização estava vinculada a um terceiro e não abrangia a exibição pública da planta.
A Polícia Civil de Minas Gerais abriu um procedimento preliminar para investigar o caso. A instituição informou que a devolução da planta pode ser viável, desde que se prove a propriedade, a origem legal e a validade da autorização judicial.
Dário de Moura explicou que o pé de maconha era um exemplar macho, que não possui flores com alta concentração de THC. Ele defende a permissão para que cada pessoa possa cultivar até seis plantas para uso medicinal e a distribuição de medicamentos à base de canabinoides pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Após a abordagem policial, o candidato expressou sua insatisfação nas redes sociais, mas ressaltou que a ação da PM faz parte de suas funções. Ele também enfatizou que o episódio apenas reforça sua luta pela regulamentação da cannabis.
Fonte: Revista Oeste.










