No dia 4 de fevereiro de 2006, véspera do Super Bowl XL, o assistente técnico Jim Zorn reuniu os quarterbacks do Seattle Seahawks após um culto. “Deus é tão bom, não é?”, exclamou, mirando especialmente em Matt Hasselbeck, que se preparava para a primeira aparição da equipe na final da NFL contra o Pittsburgh Steelers.
Hasselbeck estava confiante, acreditando que a vitória era certa. No entanto, Seattle sofreu com inúmeras penalidades, e o quarterback lançou uma interceptação no quarto período, resultando em uma derrota de 21 a 10. Apesar da frustração, ele se comprometeu a orar com os jogadores do Steelers após o jogo.
“A vontade de ir para o vestiário era imensa”, confessou Hasselbeck. “Mas eu havia prometido.” Ao se ajoelhar, ele observou seus companheiros de equipe lidando com a dor da derrota e se lembrou desse momento como um desafio para glorificar a Deus.
Aos 50 anos, Hasselbeck reflete sobre suas experiências e a perda de seu pai, Don, no ano passado, o que o fez perceber a importância de agradecer a Deus mesmo em momentos difíceis. “Agradecer a Deus em um funeral não parece tão estranho”, afirmou.
Atualmente, atletas cristãos têm mais oportunidades de compartilhar sua fé. Frases como “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” de Filipenses 4:13 são comuns em entrevistas pós-jogo. Contudo, muitos esquecem a continuação do versículo, que fala sobre compartilhar as dificuldades.
Kirk Cousins, quarterback do Las Vegas Raiders, teve sua fé testada durante um jogo universitário, onde uma interceptação gerou aplausos de 80 mil pessoas. Ele agradeceu a Deus por sua vida não ser definida pelo futebol. Essa perspectiva o tornou uma figura polarizadora entre os fãs da NFL, semelhante a Tim Tebow e Russell Wilson.
Nick Foles, que levou o Philadelphia Eagles ao seu primeiro título, também teve uma trajetória de superação. Após um período sem alegria no futebol, ele considerou se tornar pastor, mas retornou ao esporte e se tornou um herói, mesmo após ser descartado pela equipe.
Carson Wentz, ex-jogador dos Eagles, passou por altos e baixos, incluindo uma lesão grave que o afastou do campo. Ele aprendeu a lidar com seus desafios e a confiar em Deus, mesmo em momentos de frustração.
Malik Willis, novo quarterback do Miami Dolphins, destaca a importância de reconhecer o que Deus fez em sua vida, mesmo diante das dificuldades em sua carreira. Ele se sente grato por ter superado os desafios e enfatiza que o futebol não é tudo.
Jalen Hurts, quarterback dos Eagles, acredita que a perda moldou seu caráter e sua determinação. Sua abordagem filosófica sobre o jogo e a vida reflete a influência de sua fé.
Matt Hasselbeck, apesar de não ter conquistado o Super Bowl, encontrou significado em suas experiências e ensina seus filhos a valorizar a resiliência e a espiritualidade. “Não me lembro dos touchdowns, mas das lições aprendidas”, conclui.
Fonte: Christianity Today.