E7442C86FCBF891E007D063FE7FD2E3D
Home / Notícias / Igrejas processam ICE por espionagem em templo protegido nos EUA

Igrejas processam ICE por espionagem em templo protegido nos EUA

Policial do ICE perto de uma igreja nos EUA Foto Folha GospelCanva IA
Spread the love

Um grupo de igrejas nos Estados Unidos entrou com uma ação em tribunal federal, pedindo que o Departamento de Segurança Interna (DHS) seja considerado em desacato por violar uma ordem judicial. A solicitação vem após a descoberta de que agentes do serviço de imigração (ICE) realizaram espionagem em um templo protegido, desrespeitando uma liminar que havia sido emitida no início de 2026.

A ação judicial está sendo analisada no Tribunal Distrital de Massachusetts e envolve a University Baptist Church, localizada em Minneapolis. Documentos do caso revelam que uma agente infiltrada do ICE monitorou e gravou os frequentadores do templo, infringindo diretamente a decisão que proibia a vigilância em locais designados como protegidos.

A University Baptist Church, que é afiliada à Aliança de Batistas e às Igrejas Batistas Americanas, estava na lista de locais protegidos enviada ao governo em fevereiro de 2026, quando a liminar entrou em vigor. Para reforçar essa proteção, a igreja colocou placas em suas entradas principais em março, alertando sobre a proibição de vigilância.

No entanto, em 28 de maio de 2026, uma agente infiltrada do ICE entrou na igreja e permaneceu no local por cerca de duas horas, gravando áudios de atividades no ginásio do templo com um microfone oculto. A congregação ficou sabendo da invasão recentemente e expressou seu descontentamento, especialmente por ter ocorrido em um domingo, dia sagrado para os fiéis.

Um ex-presidente da igreja declarou que essa ação representa uma violação total de um espaço que deveria ser sagrado e seguro, não sujeito à infiltração governamental. Os autores da ação incluem o Sínodo da Nova Inglaterra da Igreja Evangélica Luterana na América, que está sendo representado pela organização Democracy Forward. Skye Perryman, presidente da organização, classificou as ações do DHS como alarmantes e enfatizou a necessidade de responsabilização do governo por invadir locais de refúgio.

Em documentos apresentados ao tribunal em agosto de 2026, o DHS justificou sua ação alegando que o uso do ginásio no dia da vigilância não era central para a missão religiosa da igreja. Essa alegação foi prontamente contestada pelos autores da ação, que argumentaram que não possui respaldo legal.

Até o momento, o Departamento de Segurança Interna optou por não comentar sobre o processo em andamento ou sobre os métodos utilizados na investigação. O tribunal agora irá decidir se aplicará penalidades ao DHS pelo descumprimento da liminar.

Fonte: Folha Gospel.