O senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, afirmou nesta sexta-feira (28) que não vê problemas em ter buscado o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, para patrocinar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante uma entrevista, Flávio destacou que a interação com Vorcaro se restringiu à produção do longa-metragem e não envolveu qualquer transferência de recursos para ele próprio.
“Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro”, garantiu o senador, explicando que não recorreu a recursos públicos para financiar o projeto. Ele também foi questionado sobre uma mensagem que enviou a Vorcaro, na qual expressava apoio, e reafirmou que o relacionamento entre eles dizia respeito apenas ao filme.
Flávio afirmou que a produtora responsável pelo filme cumpriu com a prestação de contas, entregando o relatório antes do prazo estabelecido de 30 dias. “A produção utilizou integralmente o dinheiro recebido”, disse ele, ressaltando que o custo total da produção foi superior ao valor do patrocínio.
Durante a entrevista, o senador foi indagado sobre uma visita que fez a Vorcaro no final de 2025, mas não respondeu diretamente se achava a visita apropriada. Em vez disso, direcionou a responsabilidade para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que ele deveria prestar esclarecimentos sobre um encontro secreto com o ex-banqueiro. “O que não é adequado é um presidente da República recebendo, em uma reunião secreta, um banqueiro, prometendo ajudá-lo a resolver o problema do seu banco. Então fica a pergunta aqui: quem deve explicações é o Lula”, declarou.
Flávio também comentou sobre a condenação de seu pai pelo Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que foi uma “grande farsa” para afastá-lo da vida pública, e criticou o ministro Alexandre de Moraes. Sobre declarações de militares em processos relacionados ao ex-presidente, ele destacou que a responsabilidade deve ser individualizada.
Além disso, Flávio responsabilizou Lula pela imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, afirmando que o presidente “cavou” essas tarifas. Ele defendeu ainda a atuação do irmão, Eduardo Bolsonaro, nos EUA, negando que este tenha priorizado interesses pessoais sobre os do país.
Por fim, o senador admitiu um erro ao afirmar que uma empresa venezuelana fabricava as urnas eletrônicas brasileiras, esclarecendo que a companhia apenas participou de processos eleitorais. “Tirando essa parte, que de fato eu falei equivocadamente, eu fui bem claro ao dizer que jamais questionei o processo eleitoral”, concluiu.
Fonte: Gazeta Do Povo.









