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Freira nigeriana evita deportação imediata, mas ainda pode ser transferida para terceiro país

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A Irmã Leticia “Letty” Ugboaja, religiosa nigeriana que vive nos Estados Unidos há quase 20 anos, conseguiu permanecer no Vale do Rio Grande após nova audiência no Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) realizada em 28 de julho. Apesar do alívio momentâneo, ela segue sob ordem final de remoção e corre o risco de ser enviada a um país terceiro.

O bispo de Brownsville (Texas), Dom Daniel Flores, vice-presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB), manifestou-se no dia seguinte. “Somos gratos a Deus por a Irmã Letty poder continuar entre nós enquanto seu processo avança”, afirmou. Segundo o prelado, o caso permanece “em aberto” e ilustra a insegurança vivida por muitos imigrantes que “não violaram nenhuma lei” e temem a deportação.

Flores recordou a nota emitida pela USCCB em novembro de 2025, na qual os bispos pediram reforma migratória abrangente. Ele defendeu um consenso político que “proteja os vulneráveis” e trate todos os processados “com humanidade”.

Do lado de fora do escritório do ICE, o advogado de Ugboaja, Carlos Garcia, confirmou que a possibilidade de remoção para um terceiro país continua “muito preocupante” e que a defesa avalia “todas as alternativas legais”.

Em 2019, um juiz de imigração negou o pedido de asilo da freira, mas concedeu proteção sob a Convenção das Nações Unidas contra a Tortura, reconhecendo o risco de tortura caso ela volte à Nigéria. Essa medida impede a deportação para o país de origem, mas não barra o envio a outra nação.

Membro da congregação Filhas de Maria Mãe da Misericórdia e enfermeira registrada no South Texas Health System, Ugboaja foi detida em 28 de junho enquanto seguia para a missa na Igreja Nossa Senhora das Dores, em McAllen, onde atua como ministra da Eucaristia. Libertada no mesmo dia após intervenção de líderes políticos, ela compareceu pontualmente a todas as convocações migratórias e não precisará usar tornozeleira eletrônica.

O próximo comparecimento da religiosa ao ICE está marcado para 28 de janeiro de 2027.

Com informações de Gazeta do Povo