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Jurista aponta “obsessão” de Moraes contra Débora do Batom; Trump renova decreto que classifica Brasil como ameaça

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O programa Última Análise, exibido na terça-feira (28), discutiu a condução do processo contra a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, presa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após os atos de 8 de janeiro. Condenada a 14 anos de prisão por ter usado batom para pichar uma estátua, Débora aguarda há um ano a análise de pedido de progressão de regime.

O jurista Frederico Junkert classificou a postura do ministro como “obsessão e sadismo” e acusou Moraes de recorrer a “chicanas jurídicas” para prolongar a tramitação de um caso que, segundo ele, tem “menor potencial ofensivo”.

A Gazeta do Povo solicitou entrevista com Débora, mas o pedido não foi respondido pelo magistrado. Para o editor de Ideias do jornal, Gabriel de Arruda Castro, o silêncio indicaria “insegurança” do ministro, que “tenta calar quem denuncia abusos”.

EUA mantêm Brasil como “ameaça incomum e extraordinária”

Na mesma edição do programa, analistas comentaram a decisão do presidente Donald Trump de prorrogar, também na terça-feira (28), a ordem executiva assinada em 2025 que considera o Brasil uma ameaça à segurança nacional norte-americana. O texto cita violações de direitos humanos, perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro e medidas de censura que afetam empresas dos Estados Unidos.

De acordo com Junkert, a medida amplia a possibilidade de sanções a autoridades brasileiras, num modelo semelhante ao previsto pela Lei Magnitsky. Castro avaliou que eventuais tarifas adicionais podem prejudicar exportadores do Brasil.

Novo capítulo no caso Banco Master

O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, contratou novo advogado e estuda negociar delação premiada que, segundo Junkert, poderia envolver ministros do STF, entre eles Dias Toffoli e o próprio Alexandre de Moraes, além de um contrato de R$ 129 milhões atribuído à esposa de Moraes. A dúvida, apontou o jurista, é se o ministro André Mendonça validaria uma colaboração que atingisse um colega de Corte.

Programa ao vivo

O Última Análise vai ao ar no YouTube de segunda a quinta-feira, das 19h às 20h30, com debates sobre temas que impactam a política e a economia do país.

Com informações de Gazeta do Povo