WASHINGTON (28.jul.2026) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou nesta terça-feira (28) uma mensagem oficial para marcar o 45º aniversário do martírio do Beato Stanley Rother, primeiro mártir nascido em território norte-americano reconhecido pela Igreja Católica.
O texto, assinado também pela primeira-dama Melania Trump, destaca a “coragem inabalável” do sacerdote de Oklahoma, que serviu por 13 anos comunidades rurais da Guatemala durante a guerra civil e foi assassinado em 28 de julho de 1981 após se recusar a abandonar os paroquianos.
Quem foi Stanley Rother
Nascido em Okarche (Oklahoma), Rother foi ordenado padre em 1963 e, três anos depois, iniciou trabalho missionário em Santiago Atitlán, no sudoeste guatemalteco. Ali ajudou a construir escolas, um hospital, uma emissora de rádio e traduziu as Escrituras para dialetos locais. Mesmo incluído em listas de perseguição por grupos armados, regressou à missão após breve refúgio nos EUA e acabou morto na casa paroquial.
Repercussão dentro da Igreja
O arcebispo de Oklahoma City, Paul Coakley, classificou a homenagem como “um momento histórico”, afirmando que a iniciativa da Casa Branca projeta nacionalmente o legado de serviço e sacrifício do beato.
Sinais de aproximação com datas católicas
Desde o início do segundo mandato, Trump tem publicado mensagens em ocasiões católicas, entre elas a festa de São José, o Dia de Santa Francisca Cabrini, a Solenidade da Imaculada Conceição e o aniversário da morte de São João Paulo II. Segundo o governo, as notas reforçam o compromisso do país com a liberdade religiosa.
Tensão recente com o Vaticano
Apesar das deferências formais, o presidente gerou atritos recentemente ao chamar o papa Leão XIV de “fraco” em publicações nas redes sociais, em meio a desentendimentos sobre a crise com o Irã. Posteriormente, Trump afirmou não ter hostilidade contra o pontífice.
A beatificação de Stanley Rother ocorreu em 2017 e seu processo de canonização segue em andamento no Vaticano.
Com informações de Gazeta do Povo