O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para 17 de agosto uma nova reunião com embaixadores e representantes de organismos internacionais a fim de apresentar o funcionamento das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições de outubro.
O encontro ocorrerá na sede da Corte, em Brasília, e será conduzido pelo presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques. O objetivo, segundo o tribunal, é esclarecer pontos do sistema de votação a países que mantêm relações diplomáticas com o Brasil.
Governo dos EUA ficou de fora
A reunião foi agendada após diplomatas norte-americanos procurarem o setor de assuntos internacionais do TSE para tratar de possível visita de integrantes do governo dos Estados Unidos. O Palácio do Planalto, porém, negou vistos de entrada a dois altos funcionários do Departamento de Estado.
Repercussão na imprensa estrangeira
O caso ganhou destaque no exterior. O Washington Post noticiou que os representantes do governo Donald Trump pretendiam questionar a segurança do sistema brasileiro. Já o The New York Times afirmou que o veto ocorreu por receio de que a delegação semeasse dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral. Financial Times, The Guardian e a agência Bloomberg também repercutiram o episódio.
Reação política interna
Pré-candidato à Presidência, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) classificou como “inadmissível” qualquer questionamento estrangeiro sobre a segurança das eleições brasileiras. A declaração foi dada no sábado, 25 de julho, depois de o governo norte-americano negar que pretendesse interferir no pleito.
Observadores internacionais convidados
Em nota, o TSE informou que a disputa de outubro será acompanhada por diversas missões de observação. Foram convidados delegados da União Europeia, Organização dos Estados Americanos (OEA), Parlasul, Carter Center, União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de representantes da União Africana e da Liga Árabe.
Não há previsão de participação de autoridades norte-americanas no encontro de 17 de agosto.
Com informações de Gazeta do Povo