Brasília — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, informou nesta quarta-feira (22) que passou a usar colete à prova de balas diariamente e reforçou o próprio esquema de segurança depois de receber mais de 2 mil ameaças de morte.
De acordo com a assessoria do parlamentar, um levantamento da Polícia Legislativa do Senado identificou 2.288 mensagens hostis. Entre elas, 868 são ameaças diretas contra a vida do senador, 647 incitam violência, 640 trazem referências codificadas e 133 mencionam planejamento ou oportunidade de ataques.
Medidas de proteção
O novo protocolo inclui:
- uso permanente de colete balístico;
- expansão da equipe de escolta;
- criação de um centro de comando 24 horas para monitorar deslocamentos e compromissos.
Segundo a equipe de Flávio, o centro de comando fornecerá informações em tempo real às equipes de campo durante toda a agenda política do pré-candidato.
Compromissos mantidos
Apesar das ameaças, Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende alterar a rotina de eventos públicos. “Quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo. Vou continuar nas ruas, ouvindo os brasileiros e lutando por um país mais livre, seguro e próspero”, declarou.
Nas redes sociais, o senador também comentou a adoção do colete: “É por causa dessa luta que estou usando colete à prova de balas todos os dias”.
Recusa à proteção da Polícia Federal
Antes do anúncio das novas medidas, Flávio rejeitou a escolta oferecida pela Polícia Federal a todos os pré-candidatos ao Planalto. Ele disse temer a presença de “infiltrados” e solicitou que os agentes fossem realocados para investigações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.
Como parlamentar, o senador já conta com o apoio da Polícia Legislativa do Senado, estrutura que será mantida em paralelo ao esquema privado.
A oferta de proteção da PF começou na segunda-feira (20), data que marcou o início das convenções partidárias para as eleições de 2026.
Fim.
Com informações de Gazeta do Povo