Brasília — 21.jul.2026 (terça-feira) — O ex-vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato do PL ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (21) na rede X que uma suposta rede de perfis falsos ligada à esquerda estaria empregando as mesmas táticas de comunicação que, no passado, foram atribuídas a ele no chamado “gabinete do ódio”.
“Durante todos esses anos, fui acusado de chefiar uma milícia digital que jamais existiu. Tudo não passou de narrativa para enfraquecer o alcance orgânico das redes do presidente @jairbolsonaro”, escreveu Carlos. O parlamentar citou o lema “acuse-os do que você faz, chame-os do que você é” para sustentar que a prática agora estaria sendo adotada por opositores.
Denúncia do PL ao TSE
A declaração ocorre após o PL protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma denúncia sobre o uso de 51 páginas consideradas fantasmas. Segundo o partido, esses perfis compraram 4.607 anúncios impulsionados nos primeiros meses do ano, atingindo cerca de 250 milhões de visualizações. O documento também aponta que o governo Lula investiu oficialmente mais de R$ 20 milhões em publicidade na plataforma da Meta em apenas três meses.
Histórico de acusações
Carlos Bolsonaro ganhou projeção política por administrar as redes do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele foi apontado pelo ex-ajudante de ordens Mauro Cid como coordenador de um grupo de produção de conteúdo ideológico, acusação que o ex-vereador nega desde 2019.
Estratégia digital em disputa
A revelação de uma rede de influenciadores de esquerda intitulada “Porta-Vozes do Lula” reforçou cobranças de investigação sobre eventuais articulações virtuais do governo. Pesquisas recentes mostram hegemonia da direita nas redes sociais: Nikolas Ferreira (PL-MG) lidera a influência no Instagram, seguido por Michelle Bolsonaro. A primeira representante da esquerda, Erika Hilton (PSOL-SP), aparece em quarto lugar, enquanto o presidente Lula ocupa a 11ª posição.
Origem da frase
A expressão citada por Carlos costuma ser ligada a Joseph Goebbels ou Vladimir Lênin, mas não há registros históricos que confirmem a autoria. De acordo com o site de checagem Snopes, o slogan não tem origem comprovada e guarda semelhança com o conceito de projeção psicológica descrito por Sigmund Freud.
Até o momento, o TSE não se manifestou sobre o pedido de investigação apresentado pelo PL.
Com informações de Gazeta do Povo