Rio de Janeiro — O Partido Liberal (PL) definiu na noite de terça-feira (14/07/2026) o senador Carlos Portinho como seu pré-candidato ao Senado pelo estado do Rio de Janeiro nas eleições deste ano.
O anúncio foi feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a Presidência da República, após uma disputa interna que também envolveu os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy. A decisão sucede a saída do ex-governador Cláudio Castro da corrida pela cadeira senatorial.
Experiência e articulação pesaram na escolha
Portinho, que ocupa uma vaga no Senado desde 2020 — assumida após a morte de Arolde de Oliveira — ganhou respaldo na legenda por sua atuação legislativa e por manter diálogo próximo a prefeitos e lideranças municipais fluminenses.
Em publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que Portinho é “um nome preparado” para defender as pautas da direita e agradeceu aos demais concorrentes pela “disputa leal”. O anúncio foi feito ao lado de Portinho e do deputado estadual Douglas Ruas, pré-candidato do PL ao governo do estado.
Flávio também declarou que a escolha teve aval do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de decisão do ministro Alexandre de Moraes que passou a restringir contatos entre ambos. “Nossa luta é pelo Brasil e pelo Rio de Janeiro”, escreveu.
Chapão ainda incompleto
Com Portinho confirmado, o PL continua em busca do segundo nome para a disputa ao Senado no Rio. Entre as opções ventiladas estava o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), preso pela Polícia Federal na sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis; um fuzil foi apreendido em seu veículo.
O União Brasil não indicou substituto até o momento. Já o Progressistas (PP), federado ao partido, cogita nomes como o vereador Leniel Borel e o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi, mas avalia priorizar candidatos à Câmara dos Deputados.
Com a vaga de Portinho definida, o PL pretende concentrar esforços na consolidada candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto e na montagem das alianças estaduais.
Com informações de Gazeta do Povo










