O pastor e teólogo norte-americano John Piper defendeu que líderes cristãos permaneçam acessíveis aos membros de suas igrejas, ainda que o número de frequentadores cresça rapidamente. A orientação foi dada em um episódio recente do podcast “Pergunte ao Pastor John”, ao responder a dúvida de um pastor que busca equilibrar expansão da comunidade e cuidado pessoal.
Piper baseou a resposta em 1 Tessalonicenses 2:7-8, passagem em que o apóstolo Paulo afirma ter compartilhado não apenas o Evangelho, mas também a própria vida com os cristãos de Tessalônica. “A única saída é lançar-se na misericórdia perdoadora de Cristo e continuar tentando fazer melhor”, disse o teólogo, admitindo que ele mesmo ainda persegue esse alvo.
Exemplo prático em Minneapolis
Durante 33 anos à frente da Igreja Batista de Belém, em Minneapolis (EUA), Piper viu a membresia saltar de aproximadamente 300 para 4 000 pessoas. Mesmo assim, reservava tempo para atividades em grupos pequenos e encontros informais, além da pregação dominical.
Ao citar Atos 20:20, onde Paulo declara ter ensinado “publicamente e de casa em casa”, Piper ressaltou que o texto não impõe ao pastor visitar todos os membros, mas sim evitar limitar o ministério ao púlpito. “O líder não pode se contentar em falar à distância; precisa buscar ocasiões menores para ensinar e conviver”, afirmou.
Rotina após os cultos
O pastor relatou que, no período em Minneapolis, costumava permanecer no templo após as celebrações para conversar e orar com quem desejasse. “Depois do segundo culto, eu ficava uma hora ou mais; no primeiro, cerca de 20 minutos. Muitas vezes era o último a sair, exausto, porque esse contato cansa mais do que pregar, mas todos sabiam que podiam se aproximar”, relatou.
No conselho final ao pastor anônimo que enviou a pergunta, Piper recomendou encontrar estratégias que unam exposição pública da Palavra e acompanhamento pessoal, independentemente do tamanho da igreja.
Com informações de Guiame