Arqueólogos italianos confirmaram, em maio de 2026, a existência da Domus Liceo Cavour, uma residência de luxo do século II d.C. localizada sob o ginásio do Liceo Scientifico Cavour, no centro de Roma.
A investigação oficial começou em janeiro, após a professora Claudia Marino comunicar à Superintendência Especial de Roma relatos de estudantes que diziam ter encontrado corredores subterrâneos durante explorações clandestinas.
As escavações revelaram vários cômodos da antiga domus, decorados com murais coloridos que exibem figuras humanas e flores, tetos em estuque trabalhado, frisos geométricos e um mosaico preto sofisticado. Foram recuperados ainda fragmentos de cerâmica doméstica, como ânforas, além de grafites feitos por visitantes entre as décadas de 1920 e 1950.
Inscrições sugerem que o imóvel pertenceu inicialmente a L. Fabius Gallus, senador que ocupou o cargo de cônsul em 131, e mais tarde à aristocrata Umbria Albina. O uso abundante do “vermelho pompeiano” e outros elementos de luxo reforçam a impressão de que se tratava de uma residência da elite romana.
Especialistas lembram que Roma foi continuamente habitada por mais de dois milênios; novas construções eram erguidas sobre estruturas antigas, preservando edifícios inteiros sob sucessivas camadas de terra e entulho.
A direção da escola e autoridades de patrimônio estudam abrir o sítio ao público. Uma das propostas é capacitar os próprios alunos para atuar como guias na futura visitação da Domus Liceo Cavour.
Com informações de Gazeta do Povo