Entrou em vigor nesta quarta-feira (1º) a cobrança de uma taxa de US$ 750 (cerca de R$ 3,9 mil) para estrangeiros que desejarem antecipar a entrevista de solicitação dos vistos de turismo e negócios (B1/B2) para os Estados Unidos.
A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano como projeto-piloto e permanecerá válida até 31 de dezembro de 2026. O serviço é opcional, terá número limitado de vagas e só será oferecido em embaixadas e consulados selecionados, cuja lista ainda não foi divulgada.
Como funciona
Pagando a nova tarifa, o solicitante poderá tentar agendar a entrevista em até dez dias úteis. O procedimento não elimina a etapa presencial com o oficial consular nem garante a aprovação do visto, servindo apenas para reduzir o tempo de espera e, quando aplicável, agilizar a devolução do passaporte.
A taxa extra não substitui a MRV de US$ 185 (aproximadamente R$ 966) já cobrada na solicitação do visto. Somando ambas, o desembolso pode chegar a US$ 935 (por volta de R$ 4,8 mil).
Etapas do pedido
O interessado deverá:
1. Preencher o formulário DS-160;
2. Pagar a MRV de US$ 185 e marcar uma entrevista comum;
3. Caso o consulado ofereça o serviço acelerado, selecionar um horário disponível dentro dos dez dias úteis;
4. Concluir o pagamento de US$ 750 no prazo indicado. Se a transação não for finalizada, a vaga volta ao sistema.
Quem cancelar ou não comparecer perde o valor adicional, e não há garantia de que todos os solicitantes encontrarão horários antecipados.
Motivação do governo
Segundo o Departamento de Estado, a iniciativa mede a demanda por um serviço pago para viagens de última hora. A espera média global por entrevistas é de cerca de 30 dias, mas em alguns postos supera 12 meses. O programa também considera o aumento esperado na procura de vistos por grandes eventos esportivos realizados no país, como a Copa do Mundo em andamento e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Los Angeles, em 2028.
Quem fica de fora
A nova cobrança não se aplica a cidadãos de nações incluídas no Programa de Isenção de Vistos, que já podem entrar nos Estados Unidos por curtos períodos a turismo ou negócios sem os vistos B1/B2. Entre esses países estão a maior parte da Europa, Austrália, Chile, Israel, Japão, Catar, Coreia do Sul e Reino Unido.
Com informações de Gazeta do Povo