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Sanções dos EUA a empresas ligadas ao PCC “confirmam” relatório da CPMI do INSS, diz deputado

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Brasília — O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) declarou nesta quarta-feira (1º) que as sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a duas pessoas e três empresas brasileiras endossam os alertas registrados por ele no relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

O parlamentar, relator da comissão que investigou fraudes na Previdência Social, afirmou em redes sociais que os nomes citados pelos norte-americanos já aparecem no documento entregue ao Congresso. Segundo Gaspar, a CPMI apontou vínculos entre os alvos das sanções e o esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Quem foi sancionado

Na terça-feira (30), o governo dos EUA incluiu na lista de sanções os brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além das empresas Victory Trading, Wave e Pixwave. De acordo com o Tesouro, Shimada teria movimentado recursos ilícitos para a organização criminosa.

Críticas à interrupção da CPMI

Gaspar aproveitou o anúncio para cobrar a retomada das apurações interrompidas em 2025. “Precisou o Estado americano intervir em investigações para sancionar essas empresas e cidadãos brasileiros. Isso é muito grave”, escreveu. Ele responsabilizou parlamentares da base do governo Lula por terem votado contra a prorrogação da CPMI e a aprovação de seu parecer final.

“O Brasil precisa enfrentar o crime organizado sem proteção política”, acrescentou o deputado, ao defender a continuidade dos trabalhos.

Sem resposta oficial brasileira

Até o momento, autoridades federais não comentaram a relação entre o conteúdo do relatório da CPMI e as medidas anunciadas pelos Estados Unidos.

Com informações de Gazeta do Povo