Home / Política / PF vê Jaques Wagner como elo decisivo entre Banco Master e BRB

PF vê Jaques Wagner como elo decisivo entre Banco Master e BRB

ocrente 1781808553
Spread the love

Brasília — A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, a 9ª fase da Operação Compliance Zero e apontou o senador Jaques Wagner (PT-BA) como interlocutor estratégico do Banco Master nas negociações para a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).

Contato frequente com empresários

De acordo com as investigações, o parlamentar mantinha diálogo constante com executivos ligados ao grupo controlado por Daniel Vorcaro e Augusto Lima. Mensagens analisadas pela PF revelam o compartilhamento de informações privilegiadas, como notas de crédito, estrutura societária e detalhes de propostas legislativas.

Relatório entregue ao Supremo Tribunal Federal ressalta que Wagner tratava de “temas sensíveis e estratégicos”, atuando como ponte política para os interesses do conglomerado financeiro. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, destacou a participação ativa do senador nas tratativas.

“Emenda Master” na PEC 65/2023

Os investigadores identificaram a atuação do gabinete de Wagner na inclusão de uma alteração apelidada de “Emenda Master” na PEC 65/2023. A proposta visava ampliar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), medida que beneficiaria diretamente o Banco Master. A coincidência de datas entre essa movimentação parlamentar e repasses a empresas ligadas à família do senador chamou atenção da PF.

Cartão Credcesta no foco

Outro ponto da apuração envolve o Credcesta, cartão de crédito consignado voltado a servidores públicos da Bahia. A Polícia Federal suspeita que Wagner tenha empreendido esforços para ampliar o teto de contratação do produto no estado, fortalecendo a presença do grupo financeiro no mercado baiano.

Supostas vantagens indevidas

Além da influência política, o inquérito registra pagamentos que somam R$ 3,5 milhões a pessoas próximas ao senador. Há ainda indícios de que Wagner utilizou jatinhos de empresários ligados ao banco para deslocamentos. Investigados teriam atribuído atrasos em parte dos repasses ao insucesso de operações que acabaram barradas pelo Banco Central.

A 9ª fase da Operação Compliance Zero segue em curso, com análise de novos documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos.

Com informações de Gazeta do Povo