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Rússia e Belarus reiteram disposição de usar armas nucleares contra ameaças da Otan

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Moscou, 9 de junho de 2026 – O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, declarou que Moscou e Minsk estão “em constante prontidão” para empregar todos os recursos militares, inclusive armas nucleares, na defesa do chamado Estado da União, bloco que reúne os dois países.

Em entrevista ao jornal russo Izvestia, Galuzin afirmou que “as modalidades de interação” entre as Forças Armadas e os serviços de segurança de Rússia e Belarus “estão sendo continuamente aprimoradas”. Segundo ele, qualquer agressão externa será respondida “com todos os meios disponíveis”.

Tratado de garantias mútuas

O diplomata lembrou que a cooperação se baseia no tratado de garantias mútuas de segurança, assinado em dezembro de 2024, que obriga apoio militar recíproco caso um dos membros do Estado da União seja ameaçado.

Preocupação com exercícios da Otan

O Izvestia, veículo alinhado ao Kremlin, relatou que a Otan intensificou manobras perto das fronteiras de Belarus e ampliou efetivos na região. O comandante da Força Aérea e Defesa Aérea bielorrussa, general Andrei Lukyanovich, disse ao jornal que também cresceu o número de “provocações” com drones.

Ensaios nucleares conjuntos

Em maio deste ano, Rússia e Belarus conduziram exercícios envolvendo armamento nuclear russo em território bielorrusso. O país governado por Aleksander Lukashenko faz fronteira com três membros da Otan: Polônia, Lituânia e Letônia.

Apoio de Minsk à guerra na Ucrânia

Embora negue o envio de tropas próprias à linha de frente, o regime de Lukashenko tem colaborado com Moscou na guerra contra a Ucrânia. Antes da invasão russa, em fevereiro de 2022, Belarus autorizou exercícios militares russos em seu território. Na ofensiva inicial, tropas de Vladimir Putin avançaram pelo norte ucraniano a partir da fronteira bielorrussa, recuando semanas depois.

Em 2023, Minsk aceitou estacionar mísseis nucleares táticos russos em seu solo. Além disso, permitiu a instalação de lançadores usados em ataques contra a Ucrânia.

Com informações de Gazeta do Povo