Toronto (Canadá) – Jim Hughes, figura central do movimento pró-vida canadense por mais de cinco décadas, morreu na manhã de 18 de maio, aos 82 anos, cercado pela família. O ativista vinha enfrentando problemas de saúde e sofreu um derrame em março de 2025.
Hughes presidiu a Campaign Life Coalition (CLC), braço político do movimento pró-vida no país, durante 34 anos, até ceder o posto a Jeff Gunnarson no fim de 2018. Gunnarson destacou, em nota, que o antecessor “salvou inúmeras vidas e inspirou gerações”, atuando também como mentor e apoio pessoal a diversos voluntários.
Dedicação integral
Conhecido pela rotina intensa, Hughes chegou a trabalhar mais de 80 horas semanais enquanto comandava a CLC. Mesmo após a aposentadoria, continuava dedicando mais de 60 horas por semana à causa.
Sob sua liderança, a lista de contatos da entidade passou de 200, em 1978, para quase 200 mil atualmente. Ele também levou a Marcha Nacional pela Vida a Ottawa em 1997 e participou ativamente de campanhas legislativas, apoiando projetos pró-vida e fazendo lobby contra propostas que considerava insuficientes.
Legado de formação
Para a cofundadora da organização Right Now, Alissa Golob, Hughes foi decisivo no início de sua trajetória. “Ele me contratou logo após a universidade e me deu oportunidades que moldaram minha atuação”, escreveu nas redes sociais.
Patrick Craine, presidente do Our Lady Seat of Wisdom College e ex-líder da CLC na Nova Escócia, afirmou que o movimento “fica imensamente mais pobre” sem Hughes, mas que as instituições criadas por ele “são um legado duradouro”.
Fé como guia
Católico praticante, Hughes dizia basear sua militância na crença de que “cada vida é imagem e semelhança de Deus”. Em um episódio citado por colegas, ele afirmou ao médico abortista Dr. Henry Morgentaler: “Ainda rezo por você”.
O presidente da Priests for Life Canada, padre Thomas Lynch, lembrou a postura otimista do ativista. “Nunca perdeu a esperança nem deixou de falar pelos indefesos”, declarou.
Jim Hughes deixa esposa, filhos e netos. Informações sobre velório e sepultamento não foram divulgadas.
Com informações de Gazeta do Povo