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Apoio evangélico a Flávio Bolsonaro encolhe 14 pontos após divulgação de áudio com banqueiro

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sofreu uma queda expressiva entre eleitores evangélicos depois da repercussão do chamado “caso BolsoMaster”, que envolve áudios atribuídos ao parlamentar e ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Levantamento AtlasIntel/Bloomberg mostra recuo de mais de 14 pontos percentuais nesse segmento desde março.

Desgaste no segmento evangélico

Em março, 65,4% dos evangélicos declaravam intenção de voto em Flávio Bolsonaro, contra 14% no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um mês depois, o índice do senador caiu para 58,6%, enquanto Lula subiu para 23,7%. Na sondagem mais recente, realizada após a divulgação das conversas com Vorcaro, o parlamentar aparece com 50,9%, e o petista avança para 25%.

Reflexo também entre católicos

A queda não se restringiu ao eleitorado evangélico. Entre católicos, Flávio Bolsonaro tinha 35,2% das intenções de voto em março, ante 54,2% de Lula. Em abril, o senador subiu para 38,1% e o presidente recuou para 51,5%. Na pesquisa mais recente, o quadro se inverteu novamente: o parlamentar caiu para 31,5% e Lula voltou a crescer, atingindo 52,2%.

Avaliação do governo e cenário para 2026

O estudo indica ainda que 51,3% dos brasileiros desaprovam a gestão Lula, enquanto 47,4% aprovam; 48,4% classificam o governo como ruim ou péssimo. Apesar da rejeição, o petista lidera uma simulação de segundo turno em 2026 com 48,9% das intenções de voto, contra 41,8% de Flávio Bolsonaro, abrindo vantagem sobre o empate técnico observado em pesquisas anteriores.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.032 eleitores entre 13 e 18 de maio. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Com informações de Folha Gospel