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Após veto a Messias, Múcio encontra Alcolumbre e defende pausa antes de novo nome ao STF

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O ministro da Defesa, José Múcio, reuniu-se na terça-feira (5) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), numa tentativa de reduzir a tensão entre o Palácio do Planalto e o Congresso após a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em declaração ao jornal O Globo, Múcio afirmou que “não é hora” de encaminhar um novo indicado à Corte. “O momento é de apaziguar. Temos de deixar decantar”, disse, acrescentando que Alcolumbre deverá se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “mais para frente”.

Derrota no plenário

Messias, atual advogado-geral da União, precisava de 41 votos favoráveis, mas recebeu apenas 34 na sessão do dia 3, configurando uma derrota inédita para Lula na escolha de ministros do STF.

Múcio acompanhou o indicado durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e buscou avaliar o clima no Senado após o revés.

Críticas internas

O líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), reconheceu que sua relação com Alcolumbre está “estremecida” e acusou parlamentares de atuarem “por debaixo do pano” contra Messias. “Queriam dar uma cacetada no presidente e usaram o Jorge Messias”, disse Wagner em entrevista ao Bahia Notícias durante agenda na China.

No dia anterior (4), a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) comparou a postura de Alcolumbre à de um líder partidário e alertou o governo para a necessidade de definir aliados antes das eleições de 2026.

Elogio a Guimarães

Horas antes do encontro com Múcio, Alcolumbre elogiou o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, na cerimônia pelos 200 anos da Câmara dos Deputados. Segundo o senador, Guimarães representa “a relação verdadeira e honesta” entre Parlamento e Executivo.

Repercussão de Messias

Após a votação, Messias declarou ter sido alvo de uma “campanha de desconstrução” nos últimos cinco meses e afirmou que o governo sabe quem articulou contra sua indicação.

Guimarães, por sua vez, disse que o nome de Messias atendia a todos os requisitos constitucionais e cobrou do Senado explicações para a rejeição, ressaltando que o Planalto receberá o resultado “com a maior serenidade possível”.

Com o recuo do governo em apresentar um novo nome de imediato, a cadeira aberta no STF continuará vaga até que o Planalto avalie o cenário político no Congresso.

Com informações de Gazeta do Povo