Roma, 3 de maio de 2026 – A Associação Internacional de Exorcistas (AIE) divulgou nesta segunda-feira um comunicado no qual elogia a “coragem do Papa Leão XIV” diante dos conflitos que se espalham pelo mundo e apresenta um conjunto de práticas espirituais como caminho para a paz.
Intitulado “A Coragem do Papa Leão”, o texto afirma que o pontífice “se destaca por sua firme condenação de toda guerra e por seus sinceros apelos ao diálogo”, referindo-se especialmente às crises no Irã, na Terra Santa, na Ucrânia e em países africanos visitados pelo Papa entre 13 e 23 de abril.
Dinâmica do mal e responsabilidade humana
Segundo a AIE, os atuais conflitos refletem “uma dinâmica do mal que percorre a história”. O documento recorda palavras de Jesus que chama o demônio de “príncipe deste mundo” (Jo 14,30) e “pai da mentira” (Jo 8,44), mas ressalta que a responsabilidade moral continua nas mãos do ser humano, “livre para escolher o bem”.
Os exorcistas acrescentam que a escalada da violência é agravada por “uma crise mais profunda que afeta o coração humano ferido pelo pecado e frequentemente incapaz de reconhecer a verdade e a bondade”.
Práticas propostas
Para conter a guerra, a associação convida fiéis de todo o mundo a:
- promover gestos de perdão e reconciliação nas famílias e comunidades;
- dedicar tempo à adoração eucarística;
- rezar diariamente o rosário;
- adotar jejum regular;
- realizar obras de misericórdia.
De acordo com o comunicado, tais gestos são “formas concretas de construir a paz”, pois a “paz autêntica é inseparável da libertação do pecado e da ação do maligno”.
Tensão com Washington
A nota lembra ainda o recente atrito entre o Vaticano e os Estados Unidos, após o presidente Donald Trump criticar o Papa Leão XIV nas redes sociais. O pontífice respondeu dizendo não temer a atual administração norte-americana e reiterou que sua missão é proclamar o Evangelho, sem entrar em debate político.
Ao final, os exorcistas invocam a intercessão da Virgem Maria, Rainha da Paz, “para iluminar os líderes das nações e conceder à humanidade o dom da verdadeira reconciliação”.
Com informações de Gazeta do Povo