O governo do Irã classificou como “admissão de pirataria” as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a apreensão de embarcações iranianas. A crítica foi feita em 3 de maio de 2026 pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ismail Baghaei, por meio das redes sociais.
Trump afirmou que forças navais norte-americanas “pousaram” sobre navios do Irã, confiscaram carga e petróleo e que a prática seria “muito lucrativa”, comparando a ação a atos de piratas. Para Baghaei, o comentário confirma “o caráter criminoso das operações dos EUA” e viola o direito internacional.
Pedido de reação na ONU
O diplomata iraniano solicitou que a Organização das Nações Unidas (ONU) rejeite qualquer tentativa de normalizar essas condutas e convocou a comunidade internacional a reagir. Ele também condenou o bloqueio naval mantido por Washington contra Teerã.
Bloqueio no Estreito de Ormuz
A restrição à navegação no Estreito de Ormuz foi instaurada em 13 de abril, após o fracasso de negociações entre os dois países em Islamabad. Desde então, as conversas seguem paralisadas.
Em resposta ao impasse, o Irã apresentou uma proposta que prevê:
- fim imediato do bloqueio naval;
- garantias contra eventuais ataques militares;
- retirada das forças norte-americanas da região.
Trump declarou que analisará o plano, mas adiantou que “dificilmente” o considerará aceitável. Enquanto isso, Teerã tenta mobilizar apoio de Estados-membros da ONU para aumentar a pressão diplomática sobre Washington.
Com informações de Gazeta do Povo