Autoridades chinesas realizaram, em meados de abril de 2026, uma operação policial na Igreja da Fundação Eterna, em Guangzhou, que terminou com a deportação de um casal cristão dos Estados Unidos que vivia no país havia três décadas. A informação foi divulgada pela ONG ChinaAid, que não detalhou os motivos oficiais da expulsão.
No mesmo dia, outros membros da comunidade cristã foram detidos na cidade. Zheng Zhoulin foi levado pela polícia sob suspeita de distribuir material impresso considerado ilegal, relacionado à apologética cristã e ao criacionismo. Ele foi acusado de “operações comerciais ilegais”, apesar de não haver indícios de atividade lucrativa ou de conteúdo político sensível.
Outra cristã, identificada como Li Yuesui, também foi presa em Guangzhou. Segundo a ONG, ela teria “recebido ordens” para ajudar na distribuição dos mesmos materiais religiosos. Até o momento, o Departamento de Segurança Pública local não se pronunciou sobre nenhuma das detenções, e não há atualizações oficiais sobre a situação dos detidos.
Para Bob Fu, presidente da ChinaAid, o uso da acusação de “operações comerciais ilegais” é uma estratégia recorrente do governo chinês para criminalizar a expressão religiosa não autorizada. A ação mais recente ocorre poucos meses depois da prisão de ao menos 30 pastores ligados à Igreja Zion, uma das maiores congregações evangélicas não registradas do país.
Os episódios reforçam o aumento da pressão estatal sobre grupos religiosos que atuam fora das organizações reconhecidas pelo governo chinês.
Com informações de Gazeta do Povo