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Justiça eleitoral peruana rejeita votação complementar solicitada por candidatos de direita

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Lima – O Júri Nacional Eleitoral do Peru (JNE) negou, nesta sexta-feira (24), os pedidos apresentados pelos candidatos conservadores Rafael López Aliaga e Keiko Fujimori para a realização de eleições complementares ao pleito geral realizado na semana passada.

Em nota oficial, o colegiado afirmou que a proposta é “inviável” e informou ter chegado à decisão de forma unânime após análise técnico-jurídica dos relatórios enviados pelos órgãos competentes. O JNE destacou ainda que segue revisando atas contestadas, avaliando pedidos de anulação e executando os demais procedimentos previstos na legislação eleitoral.

Falta de urnas gerou reclamações

No primeiro turno, em 12 de abril, a escassez de urnas e seções eleitorais impediu que mais de 63 mil pessoas votassem. O problema levou a autoridade eleitoral a prorrogar a votação até 13 de abril em alguns locais.

López Aliaga alega que a falha logística fez muitos eleitores desistirem de comparecer também na segunda-feira, sobretudo em distritos de Lima onde, segundo ele, liderava as pesquisas. O candidato estima ter perdido cerca de 1 milhão de votos e exige “eleições complementares para todos que não votaram, incluindo policiais e militares”.

Keiko Fujimori, que encabeça a contagem de votos do primeiro turno, apoiou a proposta no dia 20: “Ouvi o pedido e me parece razoável, pois ele não fala mais em insurgência ou anulação total da eleição”, declarou.

Apuração apertada e investigações

Com 95,1% das urnas processadas, Fujimori soma 17,1% dos votos. O esquerdista Roberto Sánchez aparece com 12%, seguido de López Aliaga, com 11,9% – diferença de cerca de 20 mil votos entre o segundo e o terceiro colocados. Mais de 4 mil atas foram impugnadas por supostas inconsistências e serão decisivas para definir o adversário de Fujimori no segundo turno, marcado para 7 de junho.

As falhas na organização do pleito provocaram consequências internas no órgão eleitoral. Piero Corvetto, diretor do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), renunciou, e José Samamé Blas, gerente de gestão eleitoral da mesma entidade, foi preso.

Segundo Yessica Clavijo, secretária-geral do JNE, o resultado definitivo do primeiro turno deve ser divulgado na primeira quinzena de maio.

Com informações de Gazeta do Povo