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Evangelista é assassinado após aceitar carona de falsos mototaxistas em Uganda

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Kampala, Uganda – O evangelista Alfred Kitenga, 43 anos, foi morto na noite de 9 de abril após cair em uma emboscada quando retornava de um culto de evangelização em Namungoona, na capital ugandense.

Emboscada na Northern Bypass

Por volta das 21h30, Kitenga e a esposa, Anna Grace Nabirye, aceitaram carona de quatro homens que se apresentaram como mototaxistas cristãos que teriam participado do culto. O casal seguia para casa quando os motociclistas sugeriram mudar a rota devido a um suposto congestionamento e passaram a trafegar pela região de Kasangati, no distrito de Wakiso.

Segundo relato de Nabirye, um dos condutores falava seguidamente ao telefone em um idioma que ela não compreendia, aumentando a desconfiança. Pouco depois, outros três homens apareceram e o grupo anunciou o ataque.

Violência e morte

Kitenga foi brutalmente espancado e esfaqueado. A esposa também foi agredida, mas sobreviveu após ser abandonada próximo à própria residência. Ela conseguiu avisar líderes da igreja, que encontraram o corpo do evangelista à beira da Northern Bypass. A polícia foi acionada e encaminhou o corpo ao necrotério para autópsia.

Investigação sem presos

Autoridades locais abriram inquérito para identificar os responsáveis. Até o momento, nenhum suspeito foi detido e a motivação ainda não foi formalmente confirmada. Líderes cristãos, porém, apontam indícios de extremismo religioso.

Comoção e alerta de segurança

Comunidades cristãs lamentaram a morte de Kitenga, descrito como missionário dedicado a pregar entre muçulmanos. O caso reforçou preocupações sobre a segurança de evangelistas que realizam atividades noturnas, levando pastores a defender mais cautela e medidas de proteção para equipes missionárias.

A Constituição de Uganda garante liberdade religiosa, porém, ataques contra cristãos têm se repetido, especialmente em regiões com maior presença muçulmana, que representa cerca de 12% da população do país.

Kitenga deixa esposa e filhos, além de uma congregação enlutada que cobra justiça.

Com informações de Folha Gospel