Washington – Um documento elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos colocou o Brasil entre as principais origens globais de substâncias químicas utilizadas na fabricação de narcóticos ilícitos. O relatório, ao qual o jornal Metrópoles afirmou ter tido acesso exclusivo, foi concluído em 19 de abril de 2026.
Além do Brasil, aparecem na lista China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia. O texto serve de base para a estratégia norte-americana de combate às drogas e pode influenciar a postura diplomática de Washington com os países mencionados.
Brasil como fonte de precursores químicos
Segundo o relatório, grande parte dos precursores químicos circula a partir de Brasil, Argentina, Chile e China, alimentando laboratórios de entorpecentes em várias regiões do mundo. O Departamento de Estado ressalta que estar na listagem sinaliza preocupação para possíveis parceiros comerciais e políticos dos EUA.
Histórico de menções ao Brasil
Em edições anteriores, como a de 2025 referente ao ano de 2024, o governo norte-americano já havia apontado o Brasil como o segundo maior consumidor de cocaína, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A localização geográfica, com fronteiras compartilhadas com três grandes produtores da droga, faz do país tanto destino quanto rota de passagem para o tráfico internacional.
Ameaças e lavagem de dinheiro
O relatório mais recente cita a atuação de organizações criminosas transnacionais como o Primeiro Comando da Capital (PCC), presente em 22 dos 27 estados brasileiros e em 16 países. Entre as medidas de combate, Washington destaca o bloqueio de rotas de envio de drogas para Estados Unidos, África e Europa.
Um anexo ao documento detalha métodos usados para lavar recursos ilícitos no Brasil, incluindo contas fantasmas, compra e venda de imóveis, aplicações em paraísos fiscais, plataformas de apostas on-line e uso de criptomoedas.
O relatório foi produzido sob a supervisão do secretário de Estado, Marco Rubio, responsável pela pasta desde o início da administração Donald Trump.
Com informações de Gazeta do Povo