O Ministério da Inteligência do Irã anunciou nesta quarta-feira (15) a prisão de 35 pessoas acusadas de terrorismo, separatismo, tráfico de armas e colaboração com serviços de inteligência dos Estados Unidos e de Israel.
De acordo com comunicado divulgado pela agência estatal Tasnim, os detidos foram localizados em seis províncias iranianas. Entre eles está o suposto fundador e líder de um grupo separatista que, segundo as autoridades, buscava a independência da província petrolífera do Khuzistão e mantinha ligações com Israel. O grupo é apontado por Teerã como responsável por atentados e assassinatos na região, inclusive a morte de um agente de inteligência.
Tráfico de armas desarticulado
Em outra frente da operação, o ministério informou ter desmantelado duas células envolvidas no tráfico de armamentos provenientes do Curdistão iraquiano. Quatro pessoas foram presas e 42 armas de fogo foram apreendidas.
Prisões em quatro províncias
Outros 30 indivíduos foram capturados nas províncias de Gilan (norte), Kerman (sul), Hamadan (oeste) e Hormozgan (sul). As autoridades afirmam que o grupo planejava ataques com armas de fogo e explosivos improvisados, além de supostamente colaborar com veículos de comunicação ligados a Israel e repassar informações a atores estrangeiros.
Contexto de guerra e repressão
As detenções ocorrem durante um cessar-fogo de duas semanas na guerra iniciada em 28 de fevereiro entre Irã, Estados Unidos e Israel. Organizações de direitos humanos apontam um aumento de prisões desde o início do conflito. Relatório do Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI) indicou que, no primeiro mês de confrontos, pelo menos 1,5 mil pessoas foram detidas, número que pode ser maior, segundo a ONG.
Com informações de Gazeta do Povo