O Exército Brasileiro deteve, na manhã desta sexta-feira (10), três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação no chamado “núcleo 4” da suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. As prisões ocorreram poucos dias depois de o ministro Alexandre de Moraes declarar o trânsito em julgado do processo, impossibilitando novos recursos.
Quem foi preso
Foram capturados o major da reserva Ângelo Denicoli, localizado em sua residência no Espírito Santo e conduzido ao 38º Batalhão de Infantaria em Vila Velha; o subtenente Giancarlo Rodrigues; e o tenente-coronel Guilherme Almeida, ambos encaminhados a unidades militares em Brasília.
Foragidos
O coronel Reginaldo Abreu, também sentenciado, não foi encontrado e é considerado foragido nos Estados Unidos. Outro condenado, Carlos César Moretzsohn Rocha, ligado ao Instituto Voto Legal, permanece no Reino Unido e igualmente é procurado. Já o ex-major Ailton Gonçalves Barros cumpre prisão domiciliar.
Outros envolvidos
Entre os sete condenados do mesmo núcleo, o agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet está preso desde 2024 e passou a cumprir pena definitiva a partir desta sexta-feira.
Acusações e penas
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o grupo usou estruturas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e disseminar conteúdo falso, com a intenção de criar ambiente favorável a uma ruptura institucional. As penas variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos de reclusão, além de multa, inelegibilidade e, no caso de Bormevet, perda do cargo. O STF também fixou pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
Execução da pena em instalações militares
Conforme determinação judicial, militares devem cumprir sentença em unidades das Forças Armadas. Por isso, as capturas ficaram a cargo do Exército, enquanto a Polícia Federal segue responsável por localizar os réus civis.
O julgamento inclui ainda comunicação ao Superior Tribunal Militar (STM) para analisar possível perda de patentes de alguns oficiais e o envio de cópias do processo para aprofundar investigações sobre outros citados.
Com informações de Gazeta do Povo