Islamabad, 9 abr. 2026 – O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, classificou Israel como “maligno” e uma “maldição para a humanidade” em publicação na rede social X nesta quinta-feira (9). O país sul-asiático atua como mediador nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
No texto, Asif afirmou que um “genocídio” ocorre no Líbano enquanto as conversas de paz acontecem em Islamabad. Segundo ele, civis são mortos por Israel e a violência teria começado em Gaza, depois alcançado o Irã e agora atinge o território libanês. O ministro ainda declarou esperar que “as pessoas que criaram esse Estado canceroso em terras palestinas […] queimem no inferno”.
A declaração provocou reação imediata do governo israelense. Em nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Israel considerou o comentário “ultrajante” e equivalente a um “apelo à aniquilação” do país, ressaltando que tal posição é incompatível com a postura de “mediador neutro” reivindicada por Islamabad.
Processo de mediação sob pressão
O episódio ocorre em meio à ofensiva diplomática coordenada pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e pelo vice-premiê e chanceler Ishaq Dar. O plano de dez pontos apresentado por Islamabad busca encerrar o atual conflito no Oriente Médio.
As tratativas enfrentam incertezas. Autoridades iranianas já sinalizaram que Teerã poderá abandonar as conversas se Israel mantiver operações militares no Líbano. Tanto Washington quanto Jerusalém alegam que a ofensiva contra o Hezbollah não está coberta pelo cessar-fogo temporário anunciado na terça-feira (7).
Nas últimas horas, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, solicitou formalmente ao governo paquistanês a inclusão do Líbano em eventual acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, na tentativa de evitar novos ataques israelenses, segundo o jornal Grand Serail.
Com informações de Gazeta do Povo