O encerramento da janela partidária reduziu a lista de presidenciáveis com presença obrigatória nos debates de TV e rádio. Caso oficializem suas candidaturas, apenas cinco nomes atenderão às regras que impõem convite automático a partidos com, no mínimo, cinco representantes no Congresso Nacional.
Quem já tem vaga garantida
Estão assegurados nos estúdios Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL), os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além do escritor Augusto Cury (Avante). Se esse quadro se mantiver, será o menor grupo nos debates desde 2010.
Comparação com pleitos anteriores
Em 2010, Dilma Rousseff enfrentou José Serra, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio em debates com quatro participantes. O cenário oposto ocorreu em 2018, quando oito candidatos foram ao ar após a ausência de Lula, substituído por Fernando Haddad.
Quem fica de fora
Fora do critério de convite obrigatório estão o ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza), que ainda avalia disputar outro cargo, e nomes de siglas menores como Aldo Rebelo, Hertz Dias, Samara Martins e Rui Costa Pimenta. Renan Santos, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), depende de convite voluntário das emissoras; ele aparece com 3% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, empatado tecnicamente com Zema (5%) e Caiado (4%).
Prazos eleitorais
A confirmação oficial das candidaturas ocorrerá a partir de 20 de julho, durante as convenções partidárias. O prazo de filiação para quem pretende concorrer terminou no sábado (4), deixando cinco partidos — PT, PL, PSD, Novo e Avante — dentro do requisito de representação parlamentar.
Estratégia de Augusto Cury
Oficializado pelo Avante no domingo (5), o escritor Augusto Cury promete uma campanha “100% em propostas e 0% em ataques pessoais”, buscando se apresentar como alternativa ao ambiente polarizado.
Com informações de Direita Online