Em artigo publicado nesta quinta-feira, 9 de abril de 2026, o advogado e professor de Direito Constitucional André Marsiglia afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) permanece “blindado” diante das suspeitas de corrupção envolvendo integrantes da Corte no chamado “caso Master”.
Marsiglia compara a atuação das instituições públicas e da imprensa a um carro abastecido. Segundo ele, a imprensa — descrita como “gasolina” — tem cumprido papel crítico e investigativo, mas o “carro” formado por Câmara dos Deputados, Senado Federal e Procuradoria-Geral da República (PGR) estaria imobilizado, deixando de fiscalizar possíveis ilegalidades cometidas pelos ministros.
Para o jurista, essa combinação de pressão jornalística sem resposta institucional cria sensação de impotência na sociedade e reforça a percepção de que o STF se encontra protegido de sanções. Ele destaca que há ministros acusados, ainda que não formalmente, de corrupção, situação que classificou como insustentável em uma democracia.
No texto, o autor aponta dois cenários possíveis caso não haja mecanismos para apurar e, se necessário, punir eventuais irregularidades: a escalada de medidas que restrinjam a liberdade de imprensa — descrita como “ditadura da toga” — ou a erupção de protestos populares, semelhante aos de 2013 no Brasil ou a episódios recentes no Nepal.
Marsiglia defende a criação de uma saída institucional que permita investigar e julgar os ministros citados no “caso Master”, sob pena de o país enfrentar “completo caos” se a blindagem da Corte continuar.
Com informações de Pleno.News