Home / Internacional / Trump ameaça retomar ataques “maiores e mais fortes” ao Irã se cessar-fogo não virar acordo

Trump ameaça retomar ataques “maiores e mais fortes” ao Irã se cessar-fogo não virar acordo

ocrente 1775731761
Spread the love

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 9 de abril de 2026, que as Forças Armadas americanas permanecerão posicionadas nos arredores do Irã e que os bombardeios serão retomados com intensidade ainda maior caso não seja firmado um “verdadeiro acordo” com Teerã.

Em postagem na rede Truth Social, o republicano declarou que “todos os navios, aeronaves e militares dos EUA” seguem prontos para “perseguir e destruir” um inimigo que classificou como “substancialmente enfraquecido”. Segundo ele, o cessar-fogo de duas semanas acertado na terça-feira (7) só se manterá se o entendimento definitivo for cumprido na íntegra.

“Se, por qualquer motivo, isso não acontecer – o que é altamente improvável –, o tiroteio começará, maior, melhor e mais forte do que qualquer um já viu”, escreveu Trump.

Reabertura do Estreito de Ormuz é condição dos EUA

O governo americano condicionou a trégua à reabertura total do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. No entanto, Teerã voltou a restringir a passagem na quarta-feira (8), alegando que o cessar-fogo foi violado pelos ataques de Israel ao Líbano, onde o Exército israelense enfrenta o grupo Hezbollah, aliado iraniano. Washington e Tel Aviv sustentam que o acordo não abrange o território libanês.

Trump reforçou que os EUA não aceitarão que o Irã desenvolva armas nucleares e reiterou que a via marítima “permanecerá aberta e segura”. Segundo ele, as tropas americanas estão “reabastecendo e descansando, ansiosas por sua próxima conquista”. “A América está de volta!”, concluiu.

Conversas presenciais ameaçadas

Em resposta à operação israelense no Líbano, o Irã ameaça cancelar as negociações presenciais com representantes norte-americanos, marcadas para sábado (11) no Paquistão. A reunião serviria para discutir os termos de um acordo de paz duradouro.

Até o momento, não houve sinal de recuo por parte de Washington quanto às exigências apresentadas para a continuidade da trégua.

Com informações de Gazeta do Povo